A Fórmula da Felicidade (e como ela depende de ti!)
Aquela que eu encontrava nos meus bonecos favoritos e me fazia acordar às sete da manhã, todos os fins-de-semana?
Aquela que eu encontrava no sorriso de uma paixoneta adolescente e me fazia perder a fome e as horas?
Aquela que eu encontrava nas tardes de praia com os amigos e me fazia ter sempre disposição para mais um mergulho?
Aquela que encontro hoje, muitas vezes, das formas mais simples e inesperadas, e que me levam realmente a amar a vida?
O que têm esses momentos de tão especial? Será que se deve exclusivamente a eles a razão da minha felicidade? Ou deverei também atribuir créditos ao elemento comum que os liga? Eu mesma.
Questões como esta levaram-me a pesquisar sobre o que está, afinal, na origem da nossa felicidade. E foi aí que descobri a “fórmula da felicidade”.
A Fórmula da Felicidade: 50%, 40%, 10%
Uma das teorias mais famosas sobre a felicidade é a da psicóloga Sonja Lybormirsky, que deu origem a uma fórmula, que pode ser representada da seguinte forma:Felicidade (100%) = 50% Genética + 10% Fatores Externos + 40% Atividades Intencionais
Segundo esta fórmula, 50% da nossa felicidade depende de fatores genéticos, ou seja, da nossa maior ou menor predisposição biológica para sermos pessoas otimistas ou pessimistas.
Partindo desse nível natural de felicidade que cada pessoa traz consigo, os fatores externos contribuem (apenas!) com 10% para se ser mais ou menos feliz. Isto porque o Ser Humano é extremamente adaptável.
Por fim, restam uns generosos 40% (quase tanto como a biologia inerente a cada um de nós) que pode ser intencionalmente trabalhado, com iniciativas que promovam o nosso nível de felicidade. Aqui podemos incluir a gestão das emoções, a capacidade de mudar os pensamentos e de ver a vida pelo prisma do encantamento e da gratidão.
Como ser (mais) feliz na prática
Saber da existência desta fórmula, sustentada pela ciência, reforçou o que tenho empiricamente aplicado na minha própria vida, com resultados significativos e alguns até magicamente maravilhosos.Não porque a minha vida tenha as circunstâncias perfeitas (longe disso), nem porque a biologia tenha sido generosa comigo no otimismo que me deu. Mas sim porque há muito tempo tenho trabalhado intencionalmente para ser mais feliz.
E entre as práticas que tenho experimentado de forma consciente ao longo dos anos, existem 4 que destaco pelos resultados que me têm proporcionado:
- Autoconhecimento - que inclui conhecer as minhas emoções, entender as minhas limitações, analisar a minha história (inclusive ancestral), definir os meus valores estruturais
- Reprogramação - que inclui reprogramar-me mental e emocionalmente, praticar visualização e técnicas de manifestação criativa
- Conexão - que inclui alinhamento com corpo e mente, através de desporto, escrita, escuta da minha voz interior
- Ação inspirada - que inclui ir para o mundo com sustento interno, entendendo o que realmente é suposto fazer, com inspiração e não reação
E tu? Como podes hoje, de forma intencional, ser mais feliz?
Créditos: Foto de Unsplash

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