Transição Capilar - Por um cabelo mais feliz!

Uma das grandes decisões que tomei nos últimos meses foi deixar de fazer alisamento no cabelo. Talvez para quem não tem de gerir uma relação complicada com o seu cabelo rebelde, não entenda o desafio que é fazer as pazes com ele. Mas como em tudo, percebi que parte de ser mais feliz passa por aprendermos a gostar de cada pedacinho de nós.

Já faço alisamento há mais de 3 anos e não vou negar, é fantástico e super prático ter um cabelo sempre penteadinho e sem frizz. Mas acredito que o meu cabelo - como ele realmente é - também pode ser fantástico! 

Amar o meu cabelo é um enorme processo de auto-aceitação. É o deixar de estar em luta com a sua rebeldia natural e assumir que isso significa que ele é cheio de personalidade; é o deixar de contrariar para aprender a tirar o melhor partido do que ele tem de bom.

É por isso que, neste momento, estou a passar por aquilo que chamam de transição capilar. Na prática, transição capilar é a longa travessia do deserto que consiste em retirar a química do cabelo e restaurar o fio original. Como fiz o último alisamento há 4 meses, tenho neste momento um cabelo híbrido, meio liso, meio ondulado.

O que tenho feito é uma espécie de Cronograma Capilar. Digo espécie porque, tal como o meu cabelo, sou uma rebelde e não sigo o programa à risca, adapto conforme o que faz sentido para mim. Se quiserem saber mais, sugiro que se juntem ao grupo do Facebook Cronograma Capilar Portugal. Tenho aprendido imenso lá! 

Eis o meu ritual de CC do momento:
- Lavo o cabelo duas vezes por semana (porque tenho o cabelo seco e não sinto necessidade de mais)
- 1º champô (sem sal)
- 2º máscara - 2/3 minutos (esta foi novidade para mim, porque eu colocava a máscara depois do condicionador). Em cada lavagem alterno entre máscara de reparação - uso da Cien - e de nutrição - uso da Elvive (quando encontrar em promoção, compro a de hidratação)

- Por fim, amaciador - 2/3 minutos
- Depois de sair do banho coloco óleo de amêndoas doces nas pontas - uso do Pingo Doce - 1x semana
- Depois de secar ao natural, coloco um pouco de serum anti-frizz - uso do Carlos Santos ou creme de pentear - uso da Nívea.

E basicamente é isto que tenho feito, sem grande ciência ou investimento. Até agora, o meu cabelo está a gostar destes mimos todos. Noto que ao mesmo tempo que fica mais ondulado, não perde brilho ou definição. ´

Mas grande prova dos 9 será daqui uns meses, em que saberei se volta a ficar cheio de volume e frizz (as duas coisas que mais me irritavam quando tinha o cabelo ao natural). Entretanto, estou a pensar em fazer uma hidratação mais profunda no cabeleireiro e pedir alguns conselhos profissionais.

Esta jornada de regresso ao meu cabelo natural, não em guerra, mas em amor, tem sido bastante emocional para mim. É engraçado perceber que crescemos a aprender a mudar o que somos para depois descobrirmos que é precisamente aí que somos verdadeiramente felizes.

Se quiserem saber mais sobre transição capilar, recomendo também o blog brasileiro Tô de Cacho, inteiramente dedicado a este tópico.

E tu? Travas guerras com partes do teu corpo? Gostarias de aprender a amá-las mais? Conta-me tudo, quero saber ☺

Photo by Andrew Ruiz on Unsplash

Comentários

  1. Estou a ganhar coragem para começar o meu Cronograma Capilar :-) Tenho cabelo comprido e encaracolado, por mais cuidado que tenha acontece muitas vezes não ter brilho e parte-se muito. Encontrei este Cronograma e resolvi tentar antes de o cortar mais pequeno para ver se ganha vitalidade outra vez (se bem que não queria pois adoro tê-lo comprido!)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Sofia!
      Espero que consigas o cabelo saudável e brilhante que almejas.
      Por aqui, também estou a fazer figas para que consiga ter o meu fio natural sem este ser seco e baço.
      Beijinhos!

      Eliminar
  2. Eu também estou nessa batalha. Nunca fiz alisamento mas estiquei o cabelo durante vários anos com secador (o alisamento sempre me meteu algum medo). De vez em quando voltava aos caracóis, mais por preguiça de esticar, mas sempre me senti mais arranjadinha com o cabelo liso. Um dia a minha filha, na altura com 3 anos, que tem o cabelo cacheado (muito mais do que eu que tenho apenas caracóis) contou-me muito triste que um amiguinho no infantário lhe disse que ela tinha cabelo de palhaço. E foi a partir desse dia que eu decidi que iria assumir os meus caracóis definitivamente. Enquanto eu esticava o cabelo estava a passar a mensagem que os caracóis não são bonito e que bonito é ter cabelo liso. Mas este não é um processo fácil. Em dias de festa ainda estico o cabelo, porque ainda não consegui encontrar os produtos certos para os meus caracóis nem o cabeleireiro certo. Estes são para mim os pontos mais difíceis: produtos e cabeleireiro.

    A primeira vez que fui ao cabeleireiro depois de tomar esta decisão disse-lhe para deixar o meu cabelo ao natural, não gostou da ideia e preferiu esticar. Eu não insisti porque me pareceu que não se sentia muito à vontade com os caracóis e provavelmente não tinha os produtos necessários para ficarem com bom aspeto. O corte é outro problema. Não é que fique mal cortado, mas eu sei que poderia ser muito melhor. Isto é algo que eu quero mudar mas ainda não conheci o profissional certo. Ir ao cabeleireiro é sempre um stress.

    O segundo problema são os produtos para o cabelo. Eu e a minha filha temos caracóis, mas não podemos utilizar os mesmos produtos. O que funciona para mim não funciona para ela. É muito complicado encontrar o produto certo para cada uma. Existem vários tipos de cabelos ondulados/encaracolados/cacheados/crespos. Parece tudo igual mas não é, e o mercado, pelo menos em Portugal, não me parece muito sensível a isso. Não é fácil encontrar os produtos certos para cada tipo de cabelo sem gastar uma bela quantia a experimentar tudo e mais alguma coisa. Estou tentada a começar a comprar em sites internacionais para ter mais escolha.

    A minha filha tem agora 5 anos e não gosta dos seus caracóis. Ela gostava de ter o cabelo liso e comprido como a rapunzel e poder fazer um rabo-de-cavalo igual ao das suas amigas sem ficar com um pompom no cruto da cabeça. Eu também não gostava dos meus caracóis quando era miúda, por isso tenho a esperança que um dia ela também aprenda a aceitar os seus caracóis.

    Este é um assunto que só costumo ver em sites brasileiros ou americanos, por isso vou ficar atenta à tua transição.

    Lia

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Lia!
      Sem dúvida que este processo de transição capilar é bem mais do que mera estética é todo um processo interno de auto-aceitação e maio auto-estima.
      Que consigas amar o teu cabelo como ele é e que possas passar esse auto-amor à tua filha.
      Sim, vai acompanhado o meu processo e partilhando o teu... estamos juntas!!! :)

      Eliminar
  3. Sofia o teu cabelo é lindo :)
    É engraçado como os nossos gostos mudam e como nos habituamos a gostar do natural :) Quando era mais nova, sempre gostei do cabelo liso, tenho imensos jeitos do cabelo :) cheguei a fazer duas desfrisagens (não sei se é assim que se chama), nunca consegui ficar com o cabelo liso :D :D Mas fiquei com ele mais fino e fraco!!
    Entretanto há poucos anos fiz caracóis, eu fiz caracóis :D E claro, o meu cabelo cheios de jeitos, adorou, uma coisa que devia demorar uns 3 meses durou mais de meio ano :) E sabes que gostei muito também :)
    Aprendi que às vezes faz nos bem mudar o visual completamente. E com o tempo aprendi que gosto do meu cabelo como ele é, às vezes liso, outras vezes realço os jeitos, enfim, como me apetecer ;)
    O teu "original" ainda não conheço, mas essa imagem que nos mostras, eu adoro :)
    Espero que consigas que ele fique ao teu gosto e tu gostes da maneira de ser dele ;)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sandrinha, as tuas palavras são sempre um regalo :p
      Sim, vou trabalhar para que ele possa ser, cada vez mais, natural!
      Beijinhos

      Eliminar

Enviar um comentário